Quando uma criança decide revelar uma situação de abuso, ela está dando um dos passos mais difíceis de sua vida. Esse momento é frágil, e a forma como o adulto reage pode definir se ela continuará falando, buscará ajuda, e encontrará o caminho da proteção, ou se vai se calar definitivamente.
Especialistas identificam três erros mais comuns nesse momento: duvidar (“você tem certeza que não foi brincadeira?”), pressionar com perguntas (“mas quem foi? onde? quantas vezes?”) e reagir com um colapso emocional intenso. Cada um desses comportamentos, ainda que bem-intencionado, pode fazer a criança sentir que foi errado falar.
O acolhimento correto se baseia em três pilares: acreditar, sem questionar; não pressionar com detalhes; e comunicar que o adulto vai cuidar disso, que ela não está sozinha e que não é culpa dela. Frases simples como “que bom que você me contou”, “eu acredito em você” e “você não fez nada de errado” têm um impacto profundo.
Após o acolhimento inicial, é essencial acionar a rede de proteção. No Brasil, o Disque 100 é o canal nacional de denúncias, um canal que inclusive preza pelo anonimato caso esse seja o desejo do denunciante. Mas em Presidente Olegário temos o Conselho Tutelar, porta de entrada para a rede de proteção do município, que pode ser contatado através dos números (34)3811-0170 ou através do número de plantão (34) 99687-1741. Temos também o CRAS, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social, situado à Rua Rua Tereza do Rufino, 234 – Planalto – Presidente Olegário – MG/ CEP: 38.750-000, e que também pode ser um local de referência para acolhimento inicial.
Não se esqueça: é um dever da sociedade denunciar, ainda que seja apenas suspeita, violência sexual contra crianças e adolescentes. O silêncio defende apenas o abusador, e desprotege aquele que merece atenção: nossas crianças e adolescentes vítimas dessas violências. DENUNCIE!
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