Falar sobre sexualidade com crianças ainda gera desconforto em muitas famílias. Mas especialistas em desenvolvimento infantil são claros: educação sexual não é sobre ensinar sexo, é sim sobre dar à criança as ferramentas para reconhecer situações de risco e saber pedir ajuda.
Um dos pilares mais simples e mais eficazes é o uso do nome correto das partes do corpo. Quando uma criança sabe dizer “pênis” e “vulva”, ela tem palavras para descrever o que está acontecendo com ela. Isso não só facilita a comunicação como está criando um elemento fundamental no acolhimento e nas investigações de casos de abuso.
Outro conceito central é o de consentimento traduzido para a linguagem infantil como “o seu corpo é seu”, “você pode dizer não”, “ninguém tem direito de tocar em você sem sua permissão”. Para crianças pequenas, essas ideias podem ser apresentadas de forma lúdica, por meio de brincadeiras, histórias e conversas curtas no cotidiano.
A abordagem deve ser ajustada à faixa etária. Com crianças de 2 a 5 anos, o foco é no nome dos órgãos e nas partes privadas do corpo. Dos 6 aos 9 anos, entra a noção de consentimento e de diferença entre toques seguros e toques inseguros. A partir dos 10 anos, o diálogo pode se ampliar para relacionamentos, emoções e autonomia.
A pesquisa é clara: crianças que recebem educação sexual adequada têm maior capacidade de identificar situações inadequadas, de resistir a elas e de contar para um adulto de confiança. A informação não expõe, com toda certeza: protege.
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Por Jhenny Pacheco










